Mantra é o nome da música e do disco que projetou Marvio Ciribelli no final dos anos 80. Por isso é também o nome do selo que Marvio tem em parceria com sua irmã Mylena Ciribelli, dedicado à divulgação de seus próprios trabalhos e, mais recentemente, incorporando a seus lançamentos o trabalho de outros instrumentistas brasileiros.

A "marca registrada" pretende ser a valorização da música de qualidade, dando ao selo um caráter de resistência às tendências mais voltadas para a padronização, que hoje parecem reger o mercado fonográfico de uma forma geral.

A discografia de Marvio Ciribelli deixa transparecer o estilo único de trabalhar com música, sempre muito livre, valorizando o que tem de melhor no choro, na MPB, no jazz e no samba. Essa é também a linha dos outros artistas lançados pelo selo Mantra, o baixista Dudu Lima e o violonista Hérmanes Abreu.

Discografia


Artista: Marvio Ciribelli
Título: Fazendo o que gosta (2004)
CD 888-10
Gravação: Luiz Claudio Coutinho (Castelo Estúdio)
e Marcelo Sabóia (AR Studios)
Mixagem: Marcos Sabóia e Marcelo Sabóia
Masterização: Sérgio Nascimento (Visom Digital)
Foto da capa: Fernando Talask
Arte: Fernando Nunes

Tela preta.mp3

O CD Fazendo o Que Gosta destaca o lado arranjador do pianista Marvio Ciribelli, realçando também sua forma pessoal de interpretar músicas sem seguir fórmulas ou roteiros e aproveitando ao máximo as qualidades criativas dos músicos que convoca para cada faixa.

A maior parte das faixas do CD Fazendo o Que Gosta foi iniciada durante as gravações da trilha sonora do filme A Terceira Morte de Joaquim Bolívar, de Flávio Cândido. Algumas músicas foram mantidas nas versões originais e outras ganharam participações de vários músicos que se apresentaram no projeto Fazendo o Que Gosta, realizado no bar Orquídea em Niterói.

Os ritmos brasileiros, samba, choro, bossa nova, baião, são os mais destacados no CD que também apresenta interessantes misturas. Em duas músicas gravadas em estilo anos 70, as melodias são apresentadas por instrumentos diferenciados. Xeque Mate conta com solos de bandolim e tamborim, executados respectivamente por Ronaldo do Bandolim (do grupo Época de Ouro e do Trio Madeira Brasil) e Paulo Williams, originalmente trombonista. Dança Piano ganhou solo, em estilo blues, do próprio Marvio Ciribelli. O baixista Alex Malheiros, o baterista Ivo Caldas, o percussionista Jakaré, o trompetista Luizão Ramos e o guitarrista Paulinho Guitarra, também se destacam nessas duas faixas.

Outro grande destaque do CD é a participação de Paulo Williams como cantor. Ele que já vem cantando em shows de Marvio, registra seu vocal nas faixas Aquarela do Brasil e o Xote Blues. A gravação de Aquarela do Brasil é uma homenagem de Marvio ao centenário de um dos maiores compositores brasileiros, Ary Barroso, num diferente arranjo para uma das músicas mais conhecidas do compositor. A interpretação de Paulo Williams é extremamente "balançada" e pessoal.

Uma das curiosidades que cerca a música O Xote Blues é que ela foi gravada no CD anterior de Marvio (Theo e seu Tio) sem a utilização de vocais. No show de Lançamento do CD, no Teatro Municipal de Niterói, em 2001, um improviso vocal feito por Paulo Williams e Marvio foi tão bem recebido pela platéia, que resultou nesta segunda gravação.

A cantora Sabrina Malheiros, filha de Alex Malheiros, também é destaque do CD. Ela gravou a bossa O Amor tem jeito, letra e música do próprio Marvio. Além disso, cantou uma emocionada estrofe do Hino à Bandeira do Brasil, apresentado numa das cenas finais do filme e interpretou a melódica composição de Marvio Ciribelli, Aurora, como uma verdadeira Scat Singer (cantor que improvisa com diferentes sons no lugar de letras).

Nilze Carvalho, bandolinista, cavaquinista e cantora, destaque da música Brasileira desde os 7 anos de idade, também está no disco. Nilze apresenta a melodia de duas músicas. Uma delas é o choro Orquídea, feito pelo pianista Laércio de Freitas, homenageando o projeto de Marvio. A outra é a descritiva balada Cinema, composição do próprio Marvio. Nilze também participa da faixa "O Amor tem jeito" com seu cavaquinho suingado e fazendo suaves vocais improvisados.

O violinista francês Nicolas Krassik, que tocou com o Pianista Michel Petrucianni no Montreux Jazz Festival, já é um especialista em música Brasileira. Ele também gravou em Orquídea e improvisou na música mais ousada do CD, Saliente, um frevo concebido de uma forma livre. A faixa conta com criativas participações do baterista Marcio Bahia e do guitarrista Paulinho Guitarra.

O saxofonista niteroiense Marcelo Martins participa da faixa de Abertura do CD (e do filme) batizada de Tela Preta num arranjo que ajudou a construir. Marcelo Martins gravou quatro saxofones diferentes que harmonizam para a melodia feita pelo piano de Marvio. Marcelo toca flauta em Aquarela do Brasil e novamente, saxofone, num chá chá chá moderno, em arranjo feito por Marvio para uma música do cancioneiro cubano, a famosa Guantanamera. Marcelo Martins ainda está presente na gravação da música Mió di Bão, que compôs em parceria com Marvio Ciribelli.

Rogério Souza, violonista do grupo Nó em Pingo D'água, brilha na faixa Tela Branca, diferente versão da música de abertura do CD. Sidinho Moreira, percussionista que tocou 2 anos com Paul Simon, é o destaque da faixa O Papo da Cúica, aonde lidera, com sua cuíca, uma batucada na qual estabeleçe diálogo com o cavaquinho de Marcio Hulk, considerado por muitos, um dos melhores cavaquinistas do país.

Hérmanes Abreu, violonista e vocalista de Juiz de Fora – MG, se destaca nas introduções de Aquarela do Brasil e Aurora. Sérgio Chiavazzoli reforça o Bandolim da Folia de Reis Estrela da Guia (também de Juiz de Fora – MG), que apresenta uma importante vinheta do filme. Flavinho Santos se destaca na bateria e percussão de Orquídea e Cinema. O contrabaixista Alex Rocha também é destaque em Orquídea.

O CD traz duas faixas Bonus: a primeira é uma coletânea de vinhetas do filme, aonde se destacam todos os músicos que participaram das gravações da trilha, especialmente os baixistas Dudu Lima e Rogério Fernandes. A outra é uma segunda mixagem da faixa Mió di Bão, de Marvio Ciribelli e Marcelo Martins, gravada originalmente para o vinil A Contradança (lançado ainda em 1991, no Parque Garota de Ipanema no Arpoador). A faixa, que foi remasterizada por Sérgio Nascimento, especialmente para o novo CD, destaca as participações dos percussionistas Chacal e Zizinho e ainda, o trompetista Chico Oliveira que, na época, fazia parte do grupo de Marvio. Hoje, Chico Oliveira é membro do Sexteto que acompanha Jô Soares.




Artista: Marvio Ciribelli
Título: Theo e seu Tio (2002)
CD 888-08
Gravação: Luiz Claudio Coutinho (Castelo Estúdio) e Marcelo Sabóia (AR Studios)
Mixagem: Marcos Sabóia e Marcelo Sabóia
Masterização: Toney Fontes
Capa: Fernando Nunes

Orx Samba.mp3

Em "Theo e seu Tio", Marvio Ciribelli viaja pelos ritmos brasileiros. Do samba ao frevo, do baião ao choro e a bossa nova, Marvio também apresenta misturas pouco usuais, o sambaião, o xote-blues e o samba-tango. O destaque do CD é a qualidade das composições, solos e arranjos, criados por Marvio Ciribelli (piano e órgão Hammond), Marcio Bahia (bateria e percussão), Dudu Lima (contrabaixo) e Paulo Williams (trombone).

Marcio Bahia, há quase 25 anos, é o baterista do grupo que acompanha Hermeto Pascoal, sendo considerado pela crítica internacional, um dos melhores bateristas do mundo, na atualidade. Marcio também tocou com Maria Bethânia, Roberto Menescal, Wanda Sá, Marcos Valle e Dino Rangel, Zélia Duncan e Hamilton de Hollanda. Dudu Lima, contrabaixista de Juiz de Fora – MG, já tem 2 CDs lançados pela Mantra: Regina (2000) e Nossa História (2004). Dudu destacou-se no Búzios Jazz & Blues Festival tocando ao lado do famoso guitarrista norte-americano Stanley Jordan e até hoje, faz parte do grupo que o acompanha quando vem ao Brasil. Paulo Williams vem de São Gonçalo – RJ, e toca com Marvio há 16 anos. Acompanhou muitos artistas brasileiros como Alcione, Elba Ramalho, Cidade Negra, Tim Maia, Kid Abelha, João Penca e Sandra de Sá, além dos estrangeiros Julio Iglesias e Chris Montez.

Vários convidados valorizam o trabalho do quarteto. Rogério Fernandes, que toca com Marvio há 17 anos, também é de Niterói – RJ, e participa da faixa Campeão (homenagem a Hermeto Pascoal) tocando baixo elétrico fretless, sua especialidade. Rogério participou da produção e da mixagem do CD e já tocou com artistas como Antonio Adolfo, Sueli Costa, Nilze Carvalho, Claudio e Cristina Latini, Nelson Gonçalves, Áurea Regina, Glória Lattinni, Zé Netto e os grupos Maite-Tchu e Vozes. O saxofonista Tino Jr. se destaca na música Sambaião, de Marvio, Dudu e Bahia e também no baião Campeão. Marcelo Martins, saxofonista que tocou com Djavan, se destaca em Subindo a Serra e Piratininga, sambas de concepção moderna do baterista Marcio Bahia; o trompetista Henrique Manso Jr, neto do Maestro Pedro Motta (da Orquestra do Instituto Abel, em Niterói – RJ), primeiro professor de Marvio Ciribelli, também se destaca em Piratininga; Marvio Ciribelli escreveu vários naipes de trombone, realizados por Johnson de Almeida e pelo próprio Paulo Williams; Ronaldo do Bandolim, dos grupos Época de Ouro e Trio Madeira Brasil, é o solista da faixa "Fazendo o que Gosta", também parceria do trio Marvio, Dudu e Bahia, música que, mais tarde, cedeu o nome para o Projeto realizado no Bar Orquídea.

O repertório do CD também conta com o choro Theo e seu Tio, composição de Marvio em homenagem ao seu sobrinho, música que destaca o baixista Dudu Lima. O Xote Blues, Orx Samba, o baião Feiticeira, o samba-tango Luz de Velas, o samba canção Simone são as outras composições de Marvio presentes no disco. Novidade também é o arranjo de Marvio (de quase nove minutos) para o Choro O Corta Jaca, de Chiquinha Gonzaga, com um incrível solo de bateria feito por Marcio Bahia.

Veja Resenhas deste CD




Artistas: Marvio Ciribeli e Hermanes Abreu
Título: O homem não foi feito para cair (2000)
CD 888-05
Gravação: Dennis Elsig e Lusier Robert – ao vivo em 1999 no 33º Festival de Jazz de Montreux, Suiça
Mixagem: Marcelo Sabóia (AR Studios)
Masterização: Rodrigo Lopes (Visom Digital)
Capa: Auxiliadora Abreu

O homem não foi feito para cair.mp3

Marvio Ciribelli voltou ao Montreux Jazz Festival em 1999. Uma de suas apresentações no festival foi gravada em 24 canais e depois mixada no Brasil. O homem não foi feito para cair, título da música que abre o CD, é uma parceria de Marvio Ciribelli com o trombonista Paulo Williams. O grupo que tocou com Marvio no concerto foi formado por Dudu Lima (baixo), Rocyr Abbud (bateria e percussão), Paulo Williams (trombone, percussão e voz) e Hérmanes Abreu (violão, voz e percussão).

Misturando os ritmos brasileiros, samba, baião e choro, com a liberdade de expressão característica do jazz, Marvio apresentou suas novas composições, Samba do branco maluco e Namorados da lua, esta em homenagem ao seu primo, o cantor Lúcio Alves, que se projetou como um dos maiores cantores brasileiros com o grupo cujo nome dá título à música.

Há novos arranjos para suas composições Clique e Festa, ambas de seu primeiro LP, e também para as composições Mr. Carnival e Floresta Urbana (do CD anterior, de mesmo nome). Floresta Urbana conta com a participação especial do saxofonista argentino Blas Rivera, que também tocava no Montreux Jazz Festival, na ocasião.

Para essa terceira ida ao Festival de Jazz de Montreux, Marvio Ciribelli convidou o parceiro Hérmanes Abreu, violonista de Juiz de Fora – MG, que apresentou duas composições próprias Olho d'agua das Flores e Rio Paraibuna. Elas também estão incluídas no CD. O resultado é uma mistura entre os sotaques carioca e mineiro em sambas, baiões e choros.




Artista: Marvio Ciribelli
Título: Nazareth na Confraria (1998)
CD 888-04
Gravação: Marcelo Sabóia (AR Studios); Vanius, Peninha e Carlinhos (EG Estúdio); Gerson Pompeu, Luiz Claudio Coutinho e Ronaldo (Master Music); Alexandre e Daniel Cheese (Factory Studio), Kakao Figueiredo (Music Dreams Studio), Otto Drechsler (Rio Digital Arts) – durante 1996/1997
Mixagem: Marcelo Sabóia (AR Studios)
Masterização: Rodrigo Lopes (Visom Digital)
Capa: Fernando Nunes
Foto da capa: Fernando March

Stay.mp3

O quarto CD de Marvio Ciribelli abre com a música título, Nazareth na Confraria, homenagem ao pianista e compositor Ernesto Nazareth. Ernesto Nazareth é o autor da música Turuna, que aparece num novo arranjo para piano. Esta dupla homenagem ocorre porque Marvio acredita que se Ernesto Nazareth fosse vivo, provavelmente estaria misturando choro, baião e samba, de uma forma parecida como ele mesmo faz. O arranjo de Marvio para Nazareth na Confraria estrapola as misturas acima e chega a ter um sabor de choro "progressivo". Nazareth na Confraria é tocado pelo grupo formado por Rocyr Abbud (bateria), Rogério Fernandes (baixo), Dom Chacal (percussão) e Paulo Williams (trombone), além do próprio Marvio Ciribelli, no piano e sintetizadores.

Parceria de Marvio Ciribelli com Marcos Valle, a composição Stay é uma bossa-nova feita com letra em inglês, interpretada pelo cantor norte-americano Freddy Cole, irmão do famoso Nat King Cole. O coro da música foi feito pela vocalista Fátima Regina e pela irmã de Marvio, Mylena Ciribelli. Marcos Valle aparece também em Tião Braço Forte, parceria sua com o irmão Paulo Sérgio Valle, pela primeira vez em arranjo instrumental. A música teve a participação especial do baterista Ivan Conti, o "Mamão", do grupo Azymuth e o coro foi feito por Paulo Williams e Vanessa Rangel.

Bill Lee, pai do cineasta Spike Lee, é o compositor do tema do filme de mesmo nome Mo’ Better Blues, com participação do guitarrista Jerry Byrd e do baixista Tom Hubbard, ambos renomados instrumentistas norte-americanos. Nesta faixa, toca também o trombonista Paulo Williams fazendo também um interessante solo vocal com motivos brasileiros. O resultado é um blues com um toque de Brasil.

De Chico Buarque e Cristóvão Bastos, Marvio gravou Todo Sentimento, numa versão jazzística com participação de Idriss Boudrioua, saxofonista francês e, novamente, Jerry Byrd, na guitarra. Nego Veio, parceria de Marvio Ciribelli com o saxofonista Gláucio Martins, une influências da música do candomblé a melodias francesas. Destaque para o baixo de Alex Malheiros, a percussão de Sidinho Moreira, a guitarra de Dino Rangel e o saxofone de Glaucio Martins. Saudade, também de Marvio, é uma marcha-rancho; Andorinha (Tom Jobim) e Saveiros (Dory Caymmi e Nelson Motta) aparecem num medley em ritmo de bossa-nova, junto com a composição Luz, de autoria do próprio Marvio. A faixa foi gravada em trio com Marvio ao piano, Rogério Fernandes, baixo e Guilherme Gonçalves, bateria.

O CD tem mais 2 músicas de Marvio Ciribelli. Romance, bossa que traz novamente o baixo acústico de Tom Hubbard e Êta Muié Danada, que conta com a flauta de Marcelo Martins e a percussão de Sidinho Moreira, o que lhe confere um clima de forró nordestino fundido ao Jazz. Cidades é um samba-funk de Alex Malheiros, em andamento rápido, que conta com importante participação do percussionista Dom Chacal.




Artistas: Sidinho Moreira, Alex Malheiros e Marvio Ciribelli
Título: Floresta Urbana (1996)
CD 888-03
Gravação e Mixagem: Kakao Figueiredo (Music Dreams Studio) – durante 1992/1993
Masterização: Rodrigo Lopes (Visom Digital)
Capa: Renato Bittencourt

Mr. Carnival.mp3

Os instrumentos de percussão de Sidinho Moreira e sua forma particular de tocar são a base do trabalho. Quase todos as harmonias e melodias foram criadas por Marvio e Alex a partir das levadas ritmicas de Sidinho. Em suma, ritmos e instrumentos brasileiros na frente e o jazz aparecendo como pano de fundo.

Alex Malheiros, que é o baixista do grupo Azymuth, foi considerado pela crítica musical do New York Times como "um instrumentista expressivo, portador de uma animação ritmica e espontaneidade musical sem precedentes". Alex já gravou muitos albuns de sucesso com o Azymuth, tanto pelas gravadoras americanas Fantasy e Enigma quanto pela inglesa Far Out. Alex também tocou com Simone, Airto Moreira, Chico Buarque, Flora Purim, Ivan Lins e Mark Murphy.

Sidinho Moreira tocou com nomes como Elis Regina, João Bosco, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Black Mambaso, Sting, Paul Simon e Julio Iglesias. Com Paul Simon, gravou o CD Rhythm of the Saints e se apresentou no famoso Concerto no Central Park em New York. Ele é um dos mais criativos percussionistas brasileiros e realizou vários workshops no Brasil, Austrália e Japão.

No repertório do CD, composições dos três músicos, Mr. Carnival, Ciranda, Tucano, Malaria Jazz, Floresta Urbana, Anaconda, Moshi Moshi Aoyama-San, Yanomami, Engarrafamento de Trânsito no Rio, Jaguar e Cafeina. Além delas, arranjos para Green Dolphin Street (Kaper & Washington), standard de jazz gravado em ritmo de samba e Bachiannas Brasileiras nº5 (Villa-Lobos), apresentada numa forma livre.

Veja Resenhas deste CD




Artista: Marvio Ciribelli
Título: Ao Vivo no Montreux Jazz Festival
CD 888-02 (1994)
Gravação e Mixagem: Florian Rod e Luisier Robert – ao vivo em 1993 no 27º Festival de Jazz de Montreux
Masterização: Denilson Campos, Sérgio Murilo e Brent Hieatt
Capa: Ronald Palatinik

Gaiato.mp3

Primeiro CD ao vivo do pianista Marvio Ciribelli, no qual algumas de suas músicas gravadas anteriormente ganharam cara nova. Foram elas o choro Era só o que faltava (Ian Guest e Marvio Ciribelli), o baião Mió di bão (Marcelo Martins e Marvio Ciribelli) e o samba Centroavante (Marvio Ciribelli).

O grupo que acompanhou Marvio Ciribelli nessa viagem a Montreux foi formado por Paulo Williams (trombone e voz), Glaucio Martins (sax e flauta), Rocyr Abbud (bateria) e Rogério Fernandes (baixo).

Nesse CD, Marvio também fez um arranjo do conhecido samba de João Bosco e Aldir Blanc, Bala com Bala, que até hoje é tocado nos shows do pianista e que, na época, mereceu uma coregrafia de Dança de Salão assinada pelo dançarino Jimmy (RJ).

Ciranda, música de Marvio em parceria com Alex Malheiros e Sidinho Moreira teve a sua primeira versão apresentada nesse disco, com vocais de Paulo Williams. As novidades ficaram por conta do baião Mexe e Remexe (Marcelo Martins e Marvio Ciribelli), o choro Gaiato, o samba canção Sobrepasso e É Tempo de Frevo, todas de Marvio Ciribelli.

Na primeira faixa, foi gravada a apresentação oficial do grupo feita pelo representante das big bands americanas em Montreux, Richard Dunscomb.




Artista: Marvio Ciribelli
Título: Era Só o Que Faltava (1993)
CD 888-01
Gravação: Jaime Além, Jota Moraes e Mário Jorge (Estúdio Músika), Celso Ferraz e Bernardo Muricy (Drum Studio), Marvio Ciribelli (Studio 888), Antonio Vicente (Sonoviso), Daniel Cheese (Music Factory), Marcelo Sabóia (Ed Lincoln Estúdios)
Mixagem: Marcelo Sabóia e Marcos Sabóia
Masterização: Denilson Campos
Foto da capa: Fernando Talask
Arte: Fernando Nunes

Jazzy.mp3

Marvio Ciribelli trouxe para o CD Era Só o Que Faltava, algumas de suas primeiras gravações, feitas para seus 2 LPs de início de carreira – Mantra e Contradança. A Música Mantra foi o carro chefe deste CD. Bem tocada em rádios do Rio de Janeiro, Mantra ganhou participação de Renato Franco (saxofone), Alex Malheiros (baixo), Fernando Caneca (guitarra), Rocyr Abbud, (bateria), Jakaré e Jota Moraes (percussão).

Marvio também gravou novas composições. Lume teve participações especiais do baixista Arthur Maia (da banda de Gilberto Gil) e do guitarrista Luiz Brasil (do grupo de Caetano Veloso). Mulheres teve a presença de José Santa Roza (baixista de João Nogueira).

O Guitarrista Heitor TP (que fez parte do grupo Simple Red) tocou em 4 faixas do disco: Encanto (Marvio Ciribelli), Jazzy (Marvio Ciribelli), Jahp (Gonçalo Wagner, Jayme Periard e Marvio Ciribelli) e A Contradança (Alex Malheiros, Dom Chacal e Marvio Ciribelli). Mais tarde, a música A Contradança faria parte de 2 coletânias de Música Brasileira lançadas na Alemanha, que foram Groove – Brasil 500 Years (2000) Dancing in Rio (2001).

Marvio escreveu para um naipe de sopros que contou com músicos de expressão como os trompetistas Gulherme Dias Gomes e Chico Oliveira (atualmente na Banda que acompanha o apresentador Jô Soares), Marcelo Martins (sax e flauta), Idriss Boudrioua (saxofone), Glaucio Martins (saxofone), Paulo Williams (trombone), José Roberto Soares (flauta e pícollo) e Renato Franco (saxofone). Com diferentes formações, o naipe toca em músicas como Devejá (Marvio Ciribelli), Era só o que faltava (Ian Guest e Marvio Ciribelli) e Centroavante (Marvio Ciribelli).

Centroavante composta por Marvio em homenagem a sua irmã Mylena Ciribelli, apresentadora de esportes da TV Globo. Marvio diz: "minha irmã é uma centro-avante dos esportes na TV", fazendo uma alusão ao vanguardismo de Mylena como apresentadora de esportes na TV, ela que também foi uma das precursoras da locução feminina nas rádios com o grupo de profissionais que atuou na famosa Fluminense FM (A Maldita, em Niterói – RJ)

Jota Moraes, tocando seu instrumento original, o vibrafone, faz inventivos solos em Devejá e Seda. O grupo Maite-Tchu (Aline Cabral, Cacala, Líli Abreu, Simô, Fred Biasotto e Gutti Rocha) faz vocais originais em Jahp (Marvio Ciribelli, Gonçalo Wagner e Jayme Periard) e Seda (Marvio Ciribelli), esta última contando com a participação especial do baixista Mazinho Ventura.

Sidinho Moreira (percussão) toca na faixa Desenho, honrosa parceria de Marvio com um dos maiores músicos do mundo, seu professor Luiz Eça. Marco de Carvalho (violão), também aluno de Luiz Eça, hoje morando nos Estados Unidos, toca em Centroavante. O naipe de percussões formado por Zizinho do Pandeiro e Dom Chacal atua em várias faixas, com destaque para uma batucada, gravada no final de Centroavante.




Artista: Dudu Lima
Título: Nossa História (2004)
CD 888-09
Gravação: Ricardo Resende e Hamilton Augusto (Estúdio Nave, Juiz de Fora); Alexandre Hang, (Drum Studio); Ricardo Bomba (Estúdio Verde); Marcelo Saboia (AR Studios)
Mixagem: Marcelo Saboia (AR Studios)
Masterização: Carlos Freitas (Classic Master)
Foto da capa: Luciano Calvário
Design: LAB Propaganda
Produzido pela Funalfa Edições
Distribuido pela Mantra Produções

Rapadura é doce mas não é mole não.mp3

O novo trabalho do baixista Dudu Lima tem como destaques suas próprias composições, especialmente o choro Rapadura é doce mas não é mole não, que conta com a presença de um dos maiores músicos do mundo, o multi-instrumentista Hermeto Pascoal.

O CD também conta com as participações de Juarez Moreira, guitarra; Dudu Viana e Jovino Santos Neto, pianistas; Mamão, Marcio Bahia e Leandro Scio, bateristas; Fofinho Forever e Joãozinho da Percussão, percussionistas; Áurea Regina, harmônica; Marcelo Martins, saxofone; Hermanes Abreu, Tânia Bicalho e Roger Resende, vozes;




Artista: Dudu Lima
Título: Regina (2000)
CD 888-06
Gravação: Luiz Claudio Coutinho (Castelo Estúdio), Ricardo Resende (Estúdio Nave, Juiz de Fora), Marcelo Sabóia (AR Studios)
Mixagem: Marcelo Sabóia (AR Studios)
Masterização: Rodrigo Lopes (Visom Digital)
Foto da capa: Lique
Arte: Luiz André Gama

Samba do Ticlaim.mp3

Contrabaixista, compositor e arranjador, Dudu Lima nasceu em Juiz de Fora (MG). Dudu Lima tocou ao lado de músicos como Mamão, Mauro Senise, Andrea Ernest Dias, Franklin da Flauta, Élcio Cáfaro, Raimundo Nicioli, Odete Ernest Dias e até do guitarrista americano Stanley Jordan, que o chamou para participar de sua banda no Festival de Jazz e Blues de Búzios, 2001. Dudu Lima, até hoje, faz parte do grupo que acompanha Stanley Jordan quando vem tocar no Brasil.

Na Europa, Dudu participou do Brienz Jazz Festival e do 33º Montreux Jazz Festival, onde foi gravado o CD "O homem não foi feito para cair" de Marvio Ciribelli e Hérmanes Abreu. No Brasil, esteve no Festival Pró-Jazz de Juiz de Fora, Ipatinga Live Jazz e Ibitipoca Jazz Festival. Dudu Lima faz parte do Hérmanes Abreu Trio com o qual gravou o CD "Gaiwaio". Dudu também participou da gravação da trilha sonora do filme A "Terceira Morte de Joaquim Bolívar", de Flavío Cândido.

No CD "Regina", homenagem a sua mãe, Dudu Lima mostra suas próprias composições. Elas apresentam influências jazzísticas sobre ritmos brasileiros. Muitos de seus temas foram especialmente construídos para serem tocadas pelo baixo. O sotaque mineiro pode ser percebido com clareza, tanto nas linhas melódicas quanto na harmonia.

O CD tem a participação do pianista Marvio Ciribelli, dos bateristas Márcio Bahia, Rocyr Abbud e Leandro Scio, do trombonista, Paulo Williams, do guitarrista Alexandre Scio e do vocalista Hérmanes Abreu. O CD traz uma parceria de Dudu com o violonista Chico Curzio e uma composição do pianista Kakim Itaborahy.




Artista: Hérmanes Abreu
Título: Gaiwaio (2000)
CD 888-07
Gravação: Ricardo Resende (Estúdio Nave)
Mixagem: Marcelo Sabóia (AR Sudios)
Masterização: Rodrigo Lopes (Visom Digital)
Capa: Auxiliadora Abreu

Dança dos morcegos.mp3

Nascido na Paraiba, mas criado em Minas Gerais, Hérmanes Abreu cresceu apreciando a música popular mineira, que muito o influenciou com sua grande riqueza folclórica, o que fica claro no CD.

Em todo o disco, Hérmanes Abreu conta com a percussão de Ricardo Frota e o baixo de Dudu Lima. O álbum foi inspirado na canção infantil Nessa Nessa, do oeste da África, cantada em homenagem a Gaiwaio, o criador do vento. O resultado é uma forma descontraída de interpretar, ressaltada pelos "instrumentos" inusitados usados por Ricardo Frota: árvore elétrica, água, capim seco, palha de coqueiro, mangueiras e mil outras coisas que provocam sons. A apresentação dos temas é feita em estilo completamente livre.

Hérmanes Abreu é o organizador do Ibitipoca Jazz Festival, que ocorre sempre no último final de semana do mês de Julho, na cidade mineira de Ibitipoca.




Artista: Marvio Ciribelli
Título: A Contradança (1991)
LP 888-02
Gravação Jaime Além, Mário Jorge, Daniel Cheese e Jota Moraes (Estúdio Músika)
Mixagem: Marcelo Sabóia e Marcos Sabóia
Produção: Guilherme Gonçalves e Marvio Ciribelli
Arte: Fernando Nunes
Foto da capa: Fernando Talask

Mió di bão.mp3

Músicos: Rocyr Abbud (bateria), Rogério Fernandes (baixo), Paulo Williams (trombone), Renato Franco (saxofone), Jota Moraes (vibrafone), Maite-Tchu (vocais), Mazinho Ventura (baixo), Dom Chacal (percussão), Zizinho do Pandeiro (percussão); Guilherme Dias Gomes (trompete), Chico Oliveira (trompete), Alex Malheiros (baixo), Heitor TP (guitarra e violão), Marcelo Martins (saxofone e flauta), Guilherme Gonçalves (percussão); José Roberto Soares (flauta); Marco de Carvalho (violão)

Faixas: A Contradança (Alex Malheiros, Dom Chacal e Marvio Ciribelli); Seda (Marvio Ciribelli); Jazzy (Marvio Ciribelli); Centro-Avante (Marvio Ciribelli); Jahp (Gonçalo Wagner, Jayme Periard e Marvio Ciribelli); Míó de Bão (Marcelo Martins e Marvio Ciribelli); Encanto (Marvio Ciribelli); De-ve-já (Marvio Ciribelli)




Artista: Marvio Ciribelli
Título: Mantra (1988)
LP 888-01
Gravação: Alex Malheiros (Studio 888), Antônio Vicente (Sonoviso) e Denilson Campos (Estúdio Master)
Mixagem: Alex Malheiros, Antonio Vicente e Denilson Campos
Arte: Fernando Nunes
Foto da capa: Paulo Chafim

Mantra.mp3

Músicos: Luiz Claudio Ramos (violão), Sidinho Moreira (percussão), Alex Malheiros (baixo), Renato Franco (saxofones e flauta), Sergio Nacif (baixo), Rocyr Abbud (bateria); Giovanni Bizzotto (violão) e o grupo vocal Dá no Coro.

Faixas: Mantra (Marvio Ciribelli); Um Carinho (Marvio Ciribelli); Mafê-Carajázz (Marvio Ciribelli); Desenho (Luiz Eça e Marvio Ciribelli); Tian (Marvio Ciribelli); Clique (Marvio Ciribelli); Festa em Friburgo (Alex Malheiros e Marvio Ciribelli); Sans Souci (Giovanni Bizzotto e Marvio Ciribelli); Era só o que Faltava (Ian Guest e Marvio Ciribelli)



Artista: Marvio Ciribelli & Marcelo Salazar


Fotos de Adhemir Rebelo e Margareth Pinheiro


Efeitos Sonoros.mp3


Novo trabalho de duo piano e percussão, ainda não disponível em CD.


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CRÉDITOS

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