Formação
Marvio Ciribelli iniciou seus estudos de piano
erudito com Aurélio Silveira, no Conservatório Fluminense
de Música, em Niterói RJ, onde também
estudou piano popular com Pedro Motta, no Instituto Abel, renomado
colégio da cidade. Teve aulas de composição
com Armando Quezada e aprimorou sua formação com
os pianistas e compositores Luiz Eça (do Tamba Trio) e
Antonio Adolfo (Trio 3D e a Brazuca), além de Ian Guest,
educador musical húngaro, radicado no Brasil, com quem
estudou harmonia e arranjos. Através dessa mistura de estilos
e sempre explorando a criatividade, Marvio desenvolveu seu jeito
próprio e inconfundível de lidar com música.
Carreira
O primeiro grupo profissional de Marvio Ciribelli,
formado em 1985, chamava-se Arte Final e contava com a participação
de Sérgio Nacif (baixo), Giovanni Bizzotto (violão
e voz), Renato Franco (sax e flauta) e Rocyr Abbud (bateria).
Expondo seu próprio trabalho desde 1987,
Marvio Ciribelli gravou dez discos, lançados pelo selo
Mantra, sendo tres deles ao vivo, no famoso Festival de Jazz
de Montreux Suíça. O CD "Nazareth
na Confraria" teve a participação especial
do cantor americano Freddy Cole interpretando a bossa nova "Stay",
parceria de Marvio com Marcos Valle, que também toca no
disco.
Paralelamente, Marvio se apresentou com Altay Veloso,
Chico Batera, Bibi Ferreira, Alex Malheiros, Vanessa Rangel, José
Tobias, Nilze Carvalho, Chamon e Sônia Santos. Marvio também
tem participado de vários festivais de jazz no Brasil e
no exterior. No Brasil, participou do
Cascavel Jazz Festival - PR;
Vitória Jazz Festival
ES; Ibitipoca Jazz Festival e Ipatinga Live Jazz
MG; Búzios Jazz & Blues Festival RJ; Maceió
Jazz Festival AL. No exterior, já foram três
edições do Montreux Jazz Festival Suíça,
e também apresentações no Brissago Jazz Festival
e no Brienz Jazz Festival, ambos também na Suíça.
Algumas das melhores apresentações
de Marvio Ciribelli também aconteceram nos seguintes locais:
Parque da Catacumba RJ; Parque Garota de Ipanema
RJ; Anfiteatro do Museu da Eletricidade de Cataguases MG;
Mistura Fina RJ (gravada para TV a cabo do Canadá);
Teatro Calil Haddad Maringá, Paraná; Parque
das Ruinas RJ; Carioca da Gema RJ; Teatro Municipal
de Niterói; Teatro da UFF (Niterói). Outras notáveis
apresentações do pianista foram produzidas para
televisão como no Programa SESC Instrumental (SESC Paulista
SP, gravado para o STV), Jô Soares Onze e Meia (SBT)
e Programa do Jô (TV Globo). Marvio Ciribelli teve a honra
de receber a Princesa Sayako, do Japão, na Night Rio's
RJ, realizando um Concerto em sua homenagem.
Marvio produziu vários artistas independentes
de qualidade e coordenou o selo de Jazz "Finest" da
gravadora Spotlight (RJ) para o qual produziu o CD Azymuth, 21
anos, marcando a volta a formação original de um
dos grupo brasileiros de mais destaque no exterior. Esse CD foi
recentemente relançado pela Som Livre.
Professor de
piano brasileiro e improvisação, Marvio Ciribelli
ministrou um workshop em Los Angeles, para profissionais e estudantes
de todo o mundo, convidado pelo IAJE (Internacional Association
of Jazz Educators). Na platéia, estava o músico
Jamey Aebersold, um dos mais importantes nomes em livros e CDs
sobre jazz e improvisação.
No exterior, Marvio também teve composições
suas lançadas em disco.
Na Alemanha, nos CDs Groove - Brasil 500 Years e Dancing in Rio.
No Japão, no CD Akitoshi Aoyama Project. Na Inglaterra,
no CD The Return of The Ipanemas.
Além disso, Marvio foi responsável
pela composição da trilha sonora do longa metragem
A Terceira Morte de Joaquim Bolívar (2001), direção
de Flávio Cândido, iniciando com este trabalho sua
participação no cinema brasileiro.
Durante 2002 Marvio Ciribelli foi o curador musical
do Centro de Arte Hélio Oiticica (dirigido por Charles
Watson) RJ, onde desenvolveu um trabalho voltado para a
valorização do que há de melhor na música
brasileira contemporânea.
Em 2003, Marvio Ciribelli foi o diretor musical
da Peça "A Guerra dos Sexos Acabou", de Maria
Helena Kühner, apresentada no Teatro de Arena (CopacabanaRJ)
com participação da atriz Nina de Pádua e
dos cantores Nilze Carvalho e Chamon.
De 2001 a 2003, Marvio Ciribelli produziu o projeto
"Fazendo
o que Gosta", no qual recebeu em sua cidade, Niterói
(RJ), inúmeros convidados de destaque no cenário
mundial.
Marvio Ciribelli tem realizado shows por todo o
país, com diferentes formações para o grupo
que o acompanha, que pode contar com os trombonistas Paulo Williams
e Jhonson de Almeida; os baixistas Rogério Fernandes, Dudu
Lima, Alex Rocha e Alex Malheiros; os bateristas Marcio Bahia,
Ivan Conti (Mamão), Rocyr Abbud, Flavinho Santos e Waltenir
Estevão; os percussionistas Paulão Menezes e Jakaré;
os saxofonistas Marcelo Martins e Tino Jr. todos excelentes
instrumentistas que compartilham a valorização da
música brasileira e a mesma preocupação com
a qualidade de seu trabalho.
Além disso, Marvio Ciribelli também
participa de grupos de outros músicos, como no show do
guitarrista Jan Dumée (do grupo Holandês "Focus"),
em março de 2003, no Mistura Fina RJ, onde tocou
ao lado de Arthur Maia, Mário Seve, Xande Figueiredo, Rodrigo
Lessa e Carlos Malta, entre outros.
Em 2004, Marvio Ciribelli lançou o CD "Fazendo o que Gosta" e liderou um projeto de jazz e bossa no bar St. Moritz, na Casa da Suiça (Glória RJ), no qual recebeu, entre outros, artistas como as cantoras Carol Saboya, Anna Pessoa e Morana, o guitarrista Jan Dumée, o cantor suiço Thomas-Maria Reck e o trompetista Silvério Pontes. Em 2005, Marvio Ciribelli estará lançando mais um CD gravado ao vivo no Montreux Jazz Festival, além de relançar em CD, o seu primeiro LP "Mantra".
Em 2004, Marvio Ciribelli está lançando
o CD "Fazendo o
que Gosta" e apresentando seu novo duo com o percussionista
Marcelo
Salazar.
Estilo
Pianista, tecladista, compositor, arranjador, produtor,
músico de jazz, músico de choro... São muitas
as palavras que podem ser usadas para definir Marvio Ciribelli.
Marvio é indiferente a modismos e seguidor do melhor da
tradição jazzística, que se universalizou
e adquiriu cor local, incorporando a esta tradição
o melhor da tradição brasileira samba, baião,
choro, bossa-nova, frevo. Além disso, ele ainda acrescenta
a esta fórmula, toda sua criatividade e entusiasmo, obtendo
como resultado um jazz bem brasileiro, que se impõe pela
qualidade e identidade uma música empolgante, de
quem realmente está fazendo o que gosta.
Com excelente formação, tanto erudita
quanto popular, Marvio Ciribelli demonstra total domínio
de seu meio de expressão, o que lhe permite exercer seu
enorme potencial criativo com total liberdade e precisão,
construindo um discurso próprio, muito particular, que
logo cativa os ouvidos exigentes de quem não segue limitações
impostas pelo mercado. O que ouvimos com Marvio Ciribelli é
sempre cativante e cheio de vibração. E é,
sobretudo, música da maior qualidade.
Repertório
O repertório de Marvio Ciribelli é
baseado em composições próprias, parcerias
e arranjos paras composições de outros músicos
brasileiros e mesmo alguns internacionais, sempre dentro do
espírito inovador e vibrante que é sua marca.
Entre suas parcerias, existem composições com Marcos Valle, Alex Malheiros (Azymuth), Sidinho Moreira, Dom Chacal, Luiz Eça (Tamba Trio) e Ian Guest, além dos "companheiros de estrada" Marcio Bahia, Dudu Lima, Marcelo Martins, Gláucio Martins e Paulo Williams.
Entre seus arranjos gravados, encontramos composições
de Tom Jobim, Ary Barroso, Laércio de Freitas, Dory
Caymmi e Nelson Motta, Marcos e Paulo Sérgio Valle,
João Bosco e Aldir Blanc, Ernesto Nazareth, Chiquinha
Gonzaga, Chico Buarque e também Bill Lee (pai do cineasta
Spike Lee).